Julho 22, 2024
idosa saudável

Há alta incidência de desnutrição em idosos. Saber as principais carências nutricionais e como tratá-las é crucial para uma melhor qualidade de vida, do idoso e dos familiares que o cercam. Esta matéria trará assuntos valiosos sobre o tema.

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Quando a idade chega, mudanças nutricionais são necessárias.

Por mais que tenhamos uma vida regrada, não tem jeito, uma hora a idade bate na porta.

À medida que vamos envelhecendo, um desgaste natural vai ocorrendo: a digestão torna-se mais lenta, o ritmo cardíaco diminui, lapsos de memória passam a surgir, e uma série de outros problemas surgem, juntamente com as doenças. 

Por conta disso, quando se chega à 3ª idade, devemos ficar bem atentos à rotina e aos hábitos alimentares.

Este artigo abordará as principais carências nutricionais em idosos, bem como as medidas necessárias para saná-las: alimentação, suplementação ou ainda alterações em outras rotinas.

Mas de início, contextualizaremos o problema da desnutrição em idosos.

Por que a desnutrição é comum em idosos?

Como é de se imaginar, inúmeros estudos comprovam maior incidência de desnutrição em idosos.

Por exemplo, um estudo do BAPEN, a Assoc. Britânica de Nutrição Parental e Enteral, constatou alta prevalência de desnutrição no grupo: revelou-se que 35% dos idosos maiores de 80 anos apresentavam desnutrição.

Outro estudo, realizado em São Paulo pelo IAMSPE, Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual, com internados da instituição, revelou que os idosos têm 3,73 vezes mais chances de desnutrição, comparados a adultos com menos de 60 anos.

Segundo Ivani Moraes, nutricionista da instituição, entre as principais causas da desnutrição estão:

Ainda, um outro estudo publicado na revista de nutrição aborda os fatores que influenciam o consumo alimentar em pessoas idosas, tidos como riscos para a má nutrição. Entre os fatores identificados estão:

O trabalho destaca a importância de abordar os fatores de forma ligada para a manutenção ou restauração da eutrofia (boa nutrição).

Nutrição de idosos: a importância da análise caso a caso.

Mais do que identificar as deficiências, é de suma importância identificar com precisão suas causas.

Para isso, é fundamental uma análise minuciosa da rotina, metabolismo e histórico de doenças do idoso, a fim de se elaborar o melhor plano de dieta ou suplementação, se for o caso.

Acerca da nutrição de idosos, o Dr. Paulo Casali, geriatra, alerta sobre a importância da análise individual de cada idoso:

“A proporção e quantidade dos nutrientes oferecidos na dieta deve ser individual e baseado no metabolismo do indivíduo, na sua composição corporal, rotina, idade, doenças pré-existentes, entre outros fatores”

Agora vamos para o tema central deste artigo que são as principais carências nutricionais em idosos.

Quais as principais carências nutricionais em idosos?

São vários os déficits nutricionais que um idoso pode apresentar. Entre os mais recorrentes, podemos destacar:

Falaremos acerca de cada um deles, de forma bem abrangente, nos tópicos que se seguem.

1. Ômega 3.

O ômega 3 corresponde a um grupo de 3 nutrientes (EPA, DHA e ELA).

Com potente ação anti-inflamatória e antioxidante, esses nutrientes são considerados “gorduras do bem”, por trazerem diversos benefícios à saúde.

Apesar disso, é bem comum a sua deficiência, não só em idosos, mas em toda a população, em especial na ocidental, devido à baixa ingestão de peixes gordos, as principais fontes do nutriente.

Diversos alimentos ricos em Ômega 3 como salmão, ovos e grãos integrais, estão entre as principais carências nutricionais em idosos.

Quais os benefícios do ômega 3 em Idosos?

Fontes animas e vegetais ricas em Ômega 3 como Salmão, Grãos Integrais e Óleo de Peixe estão entre as principais carências nutricionais em Idosos.
Um suprimento adequado de ômega 3 melhora a saúde cardíaca, mental, óssea e muscular do idoso.

A correta ingestão de ômega 3 traz diversos benefícios comprovados, e a maiora deles são pertinentes ao grupo de idosos. Abaixo estão os principais:

Ômega 3: vale a pena suplementar?

Afinal, o que é mais indicado, o ômega 3 alimentar ou o suplementar?

O ideal, sem dúvidas, é possuir uma dieta rica em fontes do nutriente, como:

Porém, na prática, a ingestão de peixes como salmão, sardinha e atum, que contém a maior quantidade de ômega 3 disponível (absorvível), é bastante reduzida na população ocidental, por razões como falta de acesso, custo elevado e culturais.

Por isso e por razões que mencionarei abaixo, com relação a idosos com comorbidades, minha opinião, como também a de vários especialistas, é que a suplementação é recomendada. 

Isso porque as doses necessárias para diminuir colesterol, triglicérides, ou mesmo prevenir demências como o alzheimer, são bem elevadas, sendo necessário o consumo diário e regular do nutriente por alguns meses.

Porém, se você é um idoso saudável e deseja somente a manutenção da saúde e a prevenção de doenças, é preferível optar pela alimentação.

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2. Vitamina D.

A deficiência de vitamina D é muito comum na população em geral e não é diferente em idosos. 

Um correto suprimento da vitamina é essencial para a saúde do idoso, pois o nutriente atua nos seguintes processos:

Como obter vitamina D?

A maioria da vitamina D que obtemos é produzida por nosso corpo ao nos expormos ao sol.

Idosa tomando obtendo vitamina D por meio do sol. Umas das principais carências nutricionais em idosos.

A alimentação representa apenas 10% da obtenção do nutriente. Ainda assim é essencial consumir alimentos fontes da vitamina, de modo a complementar a obtida pelo sol, em especial em épocas de frio.

Leite integral, queijo, peixes gordurosos, todos eles são alimentos fontes de vitamina D, que é uma das principais carências nutricionais em idosos.

Deficiência de vitamina D: quais as causas?

O nutriente está entre as principais carências nutricionais em idosos em razão dos seguintes motivos:

São sintomas comuns da carência:

Quando a suplementação de vitamina D é indicada?

A suplementação de vitamina D é recomendada nos seguintes casos:

Vitamina D3 é uma das principais carências nutricionais em idosos.
Vitamina D em cápsulas funciona, no entanto, é preciso cautela em seu uso.

É preciso muito cuidado com o uso indiscriminado de suplementos, em especial os que causam intoxicação, como é o caso da vitamina D, que pode provocar desde sintomas leves até graves, podendo levar inclusive ao óbito. 

Por isso, antes de suplementar é importante consultar um médico, que prescreverá a dosagem e a frequência corretas.

3. Vitamina B12.

A vitamina B12  participa de inúmeros processos essenciais em nosso corpo, como:

As principais fontes de B12 são de origem animal. Entre as raras fontes vegetais de vitamina B12 podemos citar o trigo sarraceno.

Proteinas animais são ricas em vitamina B12

Deficiência de vitamina B12: quais as causas?

A vitamina B12 é uma das principais carências nutricionais em idosos, em razão dos seguintes motivos:

Com relação aos sintomas, os mais comuns são:

Suplementação de vitamina B12: quando é indicada?

Em muitos casos, o problema da carência pode ser resolvido apenas com alterações na rotina alimentar. 

No entanto, em casos mais graves, com comprometimento na absorção do nutriente, ou quando o idoso é adepto do veganismo, o uso de suplemento pode ser necessário, cabendo ao médico a análise do caso.

4. Cálcio.

O cálcio, assim como a vitamina D, é fundamental para a saúde óssea e dos dentes, sendo fundamental para a mineralização deles. 

Para você ter uma ideia do grau de atuação do mineral nestes 2 órgãos, cerca de 99% do cálcio presente em nosso corpo encontra-se neles.

Além disso, o mineral desempenha outros papéis importantes, como:

Leite, Laticínios e vegetais ricos em Cálcio, umas das principais carências nutricionais em idosos.

Deficiência de cálcio: quais as causas?

As principais causas da deficiência de cálcio são a ingestão reduzida de leite, laticínios e vegetais ricos em cálcio, como os verde-escuros.

Também é comum a deficiência de cálcio estar associada à deficiência de vitamina D e magnésio, pois ambos contribuem para a sua absorção.

Com relação aos sintomas, os mais comuns são:

Suplementação de cálcio: quando é indicada?

A suplementação é necessária em casos de osteoporose ou quando há algum problema que afete a sua absorção pelo organismo.

É muito comum a sua prescrição em associação com a vitamina D e o magnésio, pois todos os 3 atuam conjuntamente no metabolismo ósseo e muscular.

Nos casos em que a deficiência ocorre em razão do baixo consumo de alimentos fontes do mineral, o uso do suplemento é uma opção.

Embora na maioria das situações a deficiência possa ser resolvida com alterações na dieta, cabendo ao médico a análise do caso.

5. Magnésio.

O magnésio é um mineral essencial para o adequado funcionamento do corpo, participando de centenas de processos metabólicos, praticamente em todos os órgãos e sistemas.

Alimentos fontes de magnésio traz benefícios à saúde.

Quais as causas da deficiência de magnésio?

A deficiência de magnésio é comum em idosos, mas não só a eles, também na população em geral. 

Estimativas apontam que 50% das pessoas sofram com a deficiência do mineral. Entre as principais causas, podemos destacar 3: 

Quanto aos sintomas da deficiência, são vários, entre eles, podemos citar:

Quais os benefícios do magnésio em idosos?

Os benefícios da correta ingestão de magnésio são inúmeros, entre os que se aplicam a idosos, vale destacar:

Magnésio: por que idosos devem suplementar?

Considerando que a escassez de magnésio nos solos afeta de forma direta a sua disponibilidade nos alimentos, e tendo em mente os vários benefícios do consumo correto do mineral, é viável e recomendável a sua suplementação.

Atualmente, existem inúmeros tipos de suplementos de magnésio, cada um deles com as suas características e benefícios.

Os mais recomendados para idosos são 4, podendo ser utilizados em combinação, desde que respeitando a ingestão recomendada de 320 mg para mulheres e 420 mg para homens.

6. Fibras Alimentares.

As fibras nada mais são do que carboidratos de origem vegetal não digeríveis por nosso corpo, e portanto, não nos fornecem nutrientes.

Porém, são essenciais para a saúde intestinal e imunológica, possuindo ação prebiótica, ou seja, servindo de alimento para bactérias boas que se alojam no intestino.

Grãos integrais, oleaginosas, feijão, sementes de abóbora e girassol, vegetais e frutas (se possível com a casca) são exemplos de alimentos ricos em fibras.

Deficiência de fibras: quais as causas?

As fibras estão entre as principais carências nutricionais em idosos em razão da baixa ingestão de alimentos ricos nela, por conta da dificuldade que eles apresentam na mastigação e deglutição. 

A carência de fibras afeta o correto funcionamento do sistema imune e pode causar não só a constipação, mas também uma série de doenças, como: diverticolite, colite ulcerosa e câncer de cólon.

Suplementação de fibras é indicada em quais situações?

Suplementos de fibras alimentares são recomendados principalmente quando se tem constipação ou quando não é possível a sua correta ingestão pela alimentação, a fim de melhorar o trânsito intestinal, regulando a sua microbiota.

7. Proteínas.

As proteínas desempenham papeis importantíssimos em nosso corpo. 

Sem elas, não existiria vida, porque além de comporem as estruturas de células e órgãos, como músculos e ossos, são elas que viabilizam as reações metabólicas do nosso corpo, na forma de enzimas.

Carnes, peixes, ovos, leguminosas, feijão e grãos integrais são ótimos exemplos de alimentos ricos em proteínas.

Quais as causas da deficiência de proteínas?

A proteína é uma das principais carências nutricionais em idosos, e normalmente ocorre em razão de dietas desequilibradas.

Por exemplo, muitos idosos evitam o consumo de proteína animal devido a dificuldades em mastigar e deglutir.

Com relação à carência, os sintomas mais comuns são:

Whey Protein para idosos.

O whey protein é o mais completo suplemento de proteínas, feito a partir da proteína do soro do leite. 

Ao contrário do que muitos pensam, seu uso não se limita a praticantes de atividades físicas, podendo beneficiar diferentes perfis, inclusive idosos.

Entre os benefícios para este grupo etário, podemos destacar:

No entanto, é preciso cautela com o seu uso, pois o consumo excessivo pode causar disfunções hepáticas e renais. 

Portanto, não deve ser usado sem o devido acompanhamento médico ou nutricionista.

8. Poli-suplementos para idosos.

Nos casos em que o idoso apresenta desnutrição severa ou carência em diversos nutrientes, o médico ou nutricionista poderá prescrever um composto de vitaminas e minerais.

Suplementos sênior: o que são?

Suplementos sênior nada mais são que misturas em pó de proteínas, fibras e várias vitaminas e minerais, cuja carência é comum em idosos e em adultos com idade acima de 50 anos.

Esse tipo de suplemento é muito recomendado por profissionais da área médica e nutricionistas, logo, são fáceis de serem encontrados em farmácias, supermercados ou até na internet.

O Nutren Sênior da Nestlé é um suplemento dietético de altíssima qualidade, formulado para suprir as vitaminas, os minerais e vários outros nutrientes que os idosos necessitam.

Outras marcas também se destacam pela qualidade e eficácia:

Considerações finais.

Como vimos no decorrer do artigo, a desnutrição é bem comum em idosos, possuindo inúmeras causas, como doenças, alimentação inadequada e dificuldades em mastigar e deglutir.

Felizmente, em muitos casos, as carências nutricionais podem ser sanadas com uma simples mudança na rotina alimentar. 

No entanto, em situações mais gravosas de desnutrição, o médico poderá escolher pela suplementação, indicando, por exemplo, uma dieta sênior.

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Raphael Tavares

36 anos, formado em Mecatrônica Industrial e há 11 anos trabalhando no Administrativo do IAMSPE (Assistência Médica do Servidor Público do Estado de São Paulo). Seu hoobie é ler conteúdos relacionados à saúde e bem estar. Agora, criando seus próprios artigos.

1 thought on “Principais carências nutricionais em idosos e como tratá-las

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