Julho 22, 2024
Brasil é o país mais ansioso.

Sintomas e sensações como angústia, medo, irritação e preocupação sem nenhum motivo são indícios de um transtorno mental chamado ansiedade patológica

Dados da OMS apontam que o Brasil é o país com a maior incidência nesse transtorno. Saiba mais no artigo que segue.

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Índice de conteúdos.

Sabiam que ansiedade é uma doença?

Todos nós experimentamos ansiedade em várias situações da vida. 

Quem nunca sentiu preocupação e medo próximo do dia de uma prova importante? Ou ainda, palpitação e angústia no nascimento do filho?

Esses sentimentos e sensações, e também outras condições como perda de memória, dor de cabeça e insônia, estão todos ligados à ansiedade e são normais quando nos depararmos com eventos do dia-a-dia.

O problema surge quando a ansiedade deixa de ser um sentimento natural e se transforma em um transtorno patológico

Isso ocorre quando todos os sintomas mencionados acima, que antes eram apenas reações normais do corpo, surgem repentinamente e sem razão aparente.

Essa ansiedade intensa pode afetar o sono, as relações pessoais e a qualidade de vida como um todo.

Infelizmente, a ansiedade patológica tem aumentado cada vez mais nos últimos anos.

Ansiedade patológica aumentou na pandemia.

Casos de ansiedade patológica aumentaram durante a pandemia
Isolamento, medo da infecção e dor da perda são fatores que contribuíram para o aumento da ansiedade patológica durante a pandemia.

Segundo a OMS, em 2020, 1º ano da COVID-19, a ansiedade aumentou 25% no mundo.

Em 2022, a organização divulgou um relatório apontando grande aumento da ansiedade e outros transtornos em razão da pandemia.

Segundo Antônio Geraldo, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria ABP:

“Uma das principais explicações para esse aumento é o estresse sem precedentes causado pelo isolamento social decorrente da pandemia, além das restrições à capacidade das pessoas de trabalhar, busca de apoio de familiares e vida social ativa. A solidão, medo de se infectar, sofrimento e morte de pessoas próximas foram fatores estressores que levaram à ansiedade e depressão”.

Conforme citado por Antônio Geraldo, as principais causas do aumento da ansiedade foram o isolamento, o medo da infecção e o sofrimento em razão da morte de familiares ou pessoas próximas. 

Essas causas desencadearam medo, estresse, angústia e depressão nas pessoas, todas sensações ligadas à ansiedade.

De acordo com especialistas, esse aumento coincidiu com interrupções no atendimento a condições mentais, neurológicas e uso de substâncias, em especial da camada mais pobre.

Jovens, mulheres e doentes pre-existentes foram os mais afetados.

Mulheres estão entre as mais afetadas por transtornos de ansiedade na pandemia
Jovens, mulheres e doentes foram os mais afetados pela Ansiedade na pandemia.

Por que esses 3 grupos de pessoas foram os mais afetados?

Os jovens são mais vulneráveis não só à ansiedade, mas também a outros transtornos como a depressão.

Isso porque esse grupo etário é mais vulnerável ao isolamento social e à incerteza do futuro.

No caso das mulheres, a sobrecarga pela dupla jornada, a maternidade e mudanças hormonais ligadas a ela, e a vulnerabilidade social, são fatores que corroboraram para a maior incidência do transtorno.

Já os doentes preexistentes, como asmáticos, cardiopatas e portadores de câncer, a redução de atendimentos em razão da sobrecarga do sistema de saúde é um dos fatores que mais contribuíram.

OMS aponta situação alarmante no Brasil.

Eu acredito que a maioria de vocês leitores desconheciam a gravidade do problema. Pois saibam que no Brasil a situação é ainda mais preocupante.

Segundo um relatório da OMS de 2019, o Brasil ocupava o 1º lugar no ranking de países com transtornos de ansiedade, com cerca de 20 milhões de brasileiros (9,3%).

Segundo especialistas, as causas são os problemas sociais, econômicos e políticos que enfrentamos, como:

Considerações finais.

Como vimos ao longo do artigo, a ansiedade também é uma doença e é cada vez mais frequente em razão de diversos problemas que passamos na atualidade. 

Por conta disso, é importante ficarmos atentos aos sintomas e procurarmos auxílio profissional, de um psicólogo ou psiquiatra, nos quadros com maior gravidade.

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Raphael Tavares

36 anos, formado em Mecatrônica Industrial e há 11 anos trabalhando no Administrativo do IAMSPE (Assistência Médica do Servidor Público do Estado de São Paulo). Seu hoobie é ler conteúdos relacionados à saúde e bem estar. Agora, criando seus próprios artigos.

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